O dia que matei meu pai
Mario Sabino me lembrou Machado de Assis. Não que esteja aos pés deste como romancista. Mas, quando lí Memórias Póstumas pela segunda vez, depois de adulto, percebi inúmeras referências razoavelmente óbvias que não tinha identificado na primeira leitura. O livro do Mario Sabino é repleto de referências. Aliás, tem tantas referências e comentários "espertos" que estes acabam soterrando a trama e as personagens.
O romance "O dia que matei meu pai" torna-se um mero veículo para a erudição e considerações filosóficas do autor. Como os livros de Ayn Rand, só que bem menos pragmático, o livro é mais um "livro de idéias" do que um romance propriamente dito. O que não necessáriamente é um demérito. A narrativa é extremamente bem polida e as referências tem pertinência na argumentação ou alegoria. Mas o protagonista, o pai e as personagens do livro dentro do livro "Futuro" raramente saltam das páginas para nossa imaginação. Ficamos saciados intelectualmente, mas sempre a alguma distância.
O romance "O dia que matei meu pai" torna-se um mero veículo para a erudição e considerações filosóficas do autor. Como os livros de Ayn Rand, só que bem menos pragmático, o livro é mais um "livro de idéias" do que um romance propriamente dito. O que não necessáriamente é um demérito. A narrativa é extremamente bem polida e as referências tem pertinência na argumentação ou alegoria. Mas o protagonista, o pai e as personagens do livro dentro do livro "Futuro" raramente saltam das páginas para nossa imaginação. Ficamos saciados intelectualmente, mas sempre a alguma distância.

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